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9/3/2010
Museu Afro Brasil apresenta O Deserto não é Silente
Depois de Tóquio, Roma, Paris e mais sete cidades, mostra de arte e civilização líbia apresenta, entre outras,obras do filho do líder Muammar El Gaddafi, no Museu Afro Brasil em São Paulo.

A Gaddafi International Foundation for Charitable Associations e o Museu Afro Brasil apresentam “O Deserto Não É Silente” uma seleção das mais importantes obras do patrimônio arqueológico e da arte contemporânea da Líbia. A curadoria é de Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro Brasil.

Os visitantes poderão admirar, de 9 de março a 18 de abril de 2010, peças arqueológicas greco-romanas e islâmicas na forma de esculturas, mosaicos e objetos da vida cotidiana. Pinturas de três artistas contemporâneos também serão apresentadas: obras de Saif El Islam El Gaddafi, Fazi Swei e Salaheddine Shagroun.

A exposição reúne 28 valiosas peças arqueológicas e 51 telas, sendo 39 de Saif El Islam El Gaddafi, 6 de Fawzi Swei e 6 de Salaheddine Shagroun. As pinturas, na maioria a óleo, são tanto figurativas quanto abstratas, todas tendo por tema o deserto, que encarna, de acordo com o tratamento, um lugar de passagem, uma memória, uma fonte de vida, a eternidade ou um apelo.

A Fundação Gaddafi é uma ONG com sede em Trípoli, capital da Líbia, que tem como objetivo lutar pelos direitos humanos, pela pobreza e pelos prisioneiros de guerra.

Por meio da exposição, o público terá a oportunidade de conhecer a variedade e a riqueza do passado histórico da Líbia e um pouco de sua arte contemporânea. Esse país de grande extensão territorial, localizado no Norte da África, foi sempre um centro de criatividade e ponte entre o Oriente e o Ocidente e entre o Mediterrâneo e a África subsaariana.

A mostra é itinerante e já foi exibida em 10 grandes cidades do mundo: Paris, Berlim, Londres, Roma, Milão, Genebra, Viena, Madri, Tóquio e Montreal.

O evento, organizado pela Gaddafi International Foundation for Charitable Associations e pelo Museu Afro Brasil, tem patrocínio principal da Odebrecht e co-patrocínio da Petrobras.

Um grupo de artistas líbios vem ao Brasil especialmente para a abertura da exposição para apresentar a música popular da Líbia.

Antiguidade da Líbia mostra vestígios desde a era neolítica
A rica história da Líbia é mais legendária que familiar.
No entanto, a partir da era paleolítica, esse país da África do Norte permitiu que culturas prosperassem em uma época em que o clima do Saara era úmido e caçadores e coletores eram capazes de migrar através de suas vastas extensões de areia.
Trípoli, Sabratha, Leptis Magna e Cirene evocam um passado de grande esplendor. O contato e a troca entre diversos povos, como fenícios, gregos, romanos e árabes, deixaram, no decorrer dos séculos, suas marcas culturais nas obras-primas da arquitetura e da escultura. Uma seleção de 28 obras de grande valor arqueológico da Líbia poderá ser apreciada no piso inferior do Museu Afro Brasil.
Os visitantes conhecerão desde peças fabricadas por caçadores neolíticos, como as pontas de flechas de Akakus (datadas entre 6000 e 2000 a. C.), até obras romanas, como a estatueta de mármore da figura nua de Dionísio (Museu de Cirene século III d. C.). Destaque também para os extraordinários mosaicos romanos, dos séculos II e III d. C., a lâmpada islâmica de Trípoli (Museu de Trípoli), o relógio de sol de Leptis Magma, do século I d. C., além de importantes restos de pavimentos de termas e habitações, por meio dos quais pode-se ter uma idéia aproximada da vida cotidiana dos ricos habitantes das cidades norte-africanas.

A Líbia e o deserto nas telas dos artistas


As telas dos artistas contemporâneos líbios evocam diversas cenas de estilos de vida muito variados. O deserto é o tema central, mas se apresenta particularmente claro nas 18 obras do artista Saif El Islam El Gaddafi, nas quais o relacionamento entre o artista e a vida do deserto aparece em variedades profundas e sedutoras.

Em seu trabalho, Saif El-Islam utiliza técnicas mistas como óleo e colagens sobre suportes tradicionais e artesanatos beduínos. Em alguns deles aparece a imagem de seu pai, ao qual dedica um retrato, de 1955, intitulado El líder. Saif mostra o deserto como um símbolo de silêncio e mistério. É um artista que se caracteriza pela espontaneidade e pela aversão à padronização. Em todas as suas obras há sinais de modernismo, revolução, imagens de horror e desastre, vestígios do presente.

A lua, as dunas, as tendas, os dromedários são elementos recorrentes na arte africana, tanto na Antiguidade como nos dias atuais. “O deserto não é silencioso” comprova a vitalidade da arte líbia contemporânea, numa continuidade de um passado de grande prestígio, que viu o País caracterizado, desde as origens, por grandes mutações culturais.

Museu Afro Brasil

Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, o Museu Afro Brasil é uma Organização Social de Cultura (Secretaria de Estado da Cultura Governo do Estado de São Paulo) e foi inaugurado em 23 de outubro de 2004. Com um acervo de mais de 5 mil obras e uma biblioteca com cerca de 6.800 publicações referentes a história, arte e cultura do negro no Brasil, a instituição mantém um sistema de visitação gratuíta para todas as exposições.
Parte das obras, cerca de 2.000, foram doadas pelo artista plástico, baiano, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor-Curador do Museu Afro Brasil. Ao longo de mais de 30 anos de trabalho voltados para o resgate da memória do negro no Brasil, Emanoel reuniu uma extraordinária coleção de pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, livros, vídeos e documentos, de artistas e autores brasileiros e estrangeiros, relacionados a temática do negro. A sede do Museu Afro Brasil ocupa os três andares do imponente Pavilhão Manoel da Nobrega, abrigando exposições simultâneas, de longa duração e temporárias.


Serviço Exposição: “O Deserto Não é Silente”


Período: 09 de março a 18 de abril de 2010
Horário: terça a domingo, das 10 às 17 horas
(permanência até às 18 horas)
Local: Museu Afro Brasil - Organização Social de Cultura
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n Parque Ibirapuera
Entrada pelo portão 10
Tel.: (55 11) 5579 0593
Estacionamento Portão 3 Parque Ibirapuera (Zona Azul)
Entrada franca


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