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História da Família Duailibe, da Síria ao Maranhão
Contribuição: Francisco Jose Carvalho Duailibe


Lençois Maranhenses. Foto: Iain and Sarah


Introdução

As informações que lhes envio são frutos de relatos orais de pessoas integrantes da família Duailibe e de pessoas estreitamente ligadas à família. Não temos nenhuma prova documental que confirme tais informações, porém são relatos de pessoas idôneas e honestas, com grande conhecimento da família Duailibe. Todas já faleceram.
Esses relatos foram colhidos durante parte da minha infância e adolescência nos mais variados ambientes, seja no escritório de antigas usinas de beneficiamento de arroz e babaçu construídas por pioneiros libaneses no Maranhão, no escritório de pequenas indústria de beneficiamento de algodão e babaçu no interior do Maranhão, seja na varanda de casas coloniais de São Luís - MA, muitas das quais não existem mais.

Eis a relação das pessoas que prestaram as informações que ora envio a vocês:

Hilda Moisés Duailibe, filha de Moisés Abdalla Duailibe e Rosa Nicolau Duailibe, nascida em São Luís - MA em 1909, minha tia e madrinha, casada com o Sr. Teotonio Carvalho Branco, português de nascimento, de Mondin de Bastos.

José Moisés Duailibe, meu tio, filho de Moisés Abdalla Duailibe e Rosa Nicolau Duailibe, nascido em São Luís - MA em 1911.

Aziz Moisés Duailibe, meu pai, nascido em São Luís - MA em 17 de março de 1915, a mesma filiação de José Moisés e Eduardo Moisés Duailibe, ainda vivo, que também é narrador desta história.

Zaquia Duailibe, minha tia-avó, nascida em Zahle, Líbano; viúva de Miguel Nicolau Duailibe, meu tio-avô, filho de Nicolau Girius Duailibe e Malek Duailibe, todos de Zahle, Líbano, meus bisavós. A tia Zaquia não é Duailibe só por afinidade, ela é Duailibe de sangue, parente do esposo. Os meus avós paternos também eram parentes entre si, ambos Duailibes.

Vitória Abraão Duailibe, filha de Abraão Duailibe, meu tio-avô; ela nasceu em São Luís - MA, viúva do Sr. Naby Salém, comerciante e industrial libanês, radicado em Codó - MA.

Nagib Metran Buzar, filho de João Buzar, comerciante e industrial libanês (Zahle, Líbano), radicado em Codó - MA, muito ligado à família Duailibe por ser primo legítimo de meu avô.

Padre João Mohana, filho de libaneses, natural de São Luís - MA, conceituado escritor maranhense.

Raschid Abdalla, industrial libanês radicado em São Luís - MA, natural de uma pequena vila próxima a Zahle. Ele foi durante muitos anos o homem que intermediou os contatos entre os Duailibes do Líbano e do Brasil.

A família Duailibe tem origem na região de Oran, Síria, de uma tribo conhecida pelo nome de Banu Al Kader. A origem dessa tribo perde-se nas noites dos tempos e não sabemos de onde veio. Provavelmente veio da península Arábica ou Arábia Pétrea, sabe-se que existe desde a idade antiga, ainda na dominação romana do Oriente Médio. Ela pode ter origem também de povos cananeus ou arameus, habitantes da Galiléia ou Síria; a princípio se expressavam utilizando o aramaico como idioma e eram constituídos de artesãos, joalheiros, ferreiros e carpinteiros que comercializavam o que produziam com os povos vizinhos.

Diz a tradição que a etimologia do nome da tribo é de filhos dos que utilizam o fogo e seu símbolo era um estandarte de fundo azul-celeste com chama de três pontas e centro amarelo-ouro.
O credo que professavam a princípio era desconhecido, porém as informações é de que a partir do século III era o cristianismo primitivo, isto é, veladamente, porque ainda nesse período o cristianismo não era uma religião proscrita pelo Império Romano (200 d.C.).
Sabe-se que, segundo relatos familiares, suas atividades eram comercializar os produtos que fabricavam: objetos e utensílios de ferro, cobre, bronze, tipos arados, recipientes, ferramentas e armas, fabricavam também móveis e utensílios de madeira (havia muitos carpinteiros e marceneiros entre seus integrantes).
Obs.: tradicionalmente os Duailibes que chegavam ao Maranhão do Líbano eram carpinteiros.

Muitos grupos familiares tinham seu próprio símbolo para indicar sua principal atividade, sabe-se que existia um grupo familiar de nome Haddad, que significa ferreiros em árabe, cujo símbolo era um martelo sobre a bigorna em prata com fundo azul-celeste ou duas adagas cruzadas em prata com fundo azul-celeste; quando se tratava de negociar armas, que na época tinham a sua fabricação proibida por seus governantes militares romanos, o símbolo era colocado para indicar o comércio de armas fabricadas ilegalmente por integrantes da tribo e principalmente pelos Haddads.

Com o decorrer dos séculos houve a dispersão da tribo em grupos familiares isolados e as causas principais dessa dissolução foram a ascensão do islamismo e as conquistas árabes, sabe-se, porém, que a princípio o islamismo conviveu pacificamente com os grupos cristãos do Oriente Médio, no entanto, o principal fator de dissolução da tribo em grupos familiares foram as cruzadas e a ascensão do Império Turco.
Obs.: há informações de que a tribo Banu Al Kader ajudou as primeiras tropas árabes a conquistar a Síria dos seus governantes romanos.

As cruzadas foram movimentos promovidos por cristãos do Ocidente com a finalidade de resgatar dos muçulmanos locais sagrados do cristianismo do Oriente Médio, objetivo este desvirtuado pelos saques, pilhagens e pelo genocídio de muçulmanos, judeus e cristãos do Oriente promovido pelos exércitos cruzados.
O extermínio em massa de muçulmanos criou entre estes e os cristãos um grande abismo de ódio e ressentimento que resultou em perseguições posteriores a grupos de cristãos do Oriente que permanecem até os nossos dias. Essas perseguições se iniciaram após a morte de Saladino e se intensificaram após a ascensão dos turcos muçulmanos e a conquista do Oriente Médio infringida por eles. Os maiores inimigos dos cristãos do Oriente e da tribo Banu Al Kader e principalmente do grupo familiar que deu origem à família Duailibe, de acordo com os relatos, foram os turcos muçulmanos e principalmente os otomanos, que iniciaram grandes perseguições e extermínio de grupos cristãos.

1º Capítulo
Duailibe, o fabricante de rodas.

Etimologicamente o nome Duailibe significa: o fabricante de rodas.
Segundo o professor Chafic Elia Said
Português Singular (árabe)
Plural/Passado (árabe)
Roda Imperativo (presente) Daualib

Duleb/Duláb
Segundo o professor Nagib Assrauy
Duailibe
Português Singular (árabe)
Árabe, caso de dois plurais (árabe)

Roda - Duláb - Dulabáin - Duailíb
Segundo o professor Chafic Elia Said em seu livro “O árabe coloquial em caracteres ocidentais”, a palavra árabe Duleb ou Duláb significa roda na língua portuguesa. O seu plural em árabe é Daualib. Segundo o professor Nagib Assrauy em seu livro “Vamos falar o árabe”, roda tem seu equivalente em árabe Duláb e o seu plural é Dualíb, comprovando a semelhança de vocábulos, o que podemos concluir que o nome Duailibe tem realmente o relacionamento com roda e tudo indica que eles, os Duailibes, a fabricavam, porém existem aqueles que não querem associar o nome Duailibe com roda, mas com confecção de móveis, pois em árabe antigo, principalmente no Egito, Duláb significa armário (móvel), porém, no árabe coloquial libanês, armário tem seu equivalente nas palavras Uej - Ha - Kahzenet-Akel, confirmado pelo professor Chafic Elia Said, e equivalente em Khizani (segundo o professor Nagib Assrauy, não tendo relação com a palavra Duláb). Portanto podemos concluir que Duailibe é originário de Al-Daualib (o fabricante de rodas).

Acreditamos que os Duailibes originalmente surgiram da união de dois clãs da tribo Banu Al Kader do grupo ferreiro (Haddad) e do grupo carpinteiro (Najjar) que se uniram e passaram a fabricar rodas.
Há, porém, a versão de um homem chamado Mussi, do clã Haddad, que era ferreiro para alguns e moleiro para outros e passou a fabricar rodas. Daí teria mudado seu nome para Al-Daualíb, porém preferimos dar crédito à primeira origem, colocando a história de Mussi no caminho reservado às lendas, que são muito comuns entre os árabes.

2º Capítulo
Dispersão e migração da tribo Banu Al Kader.

Após o término das cruzadas, a desconfiança dos muçulmanos em relação aos cristãos intensificou-se, dando vazão a perseguições e expedições punitivas às comunidades cristãs. Tudo isso conseqüente às atrocidades, genocídios, saques e rapinas realizadas pelos cruzados durante a ocupação do Oriente Médio e a fundação dos reinos cristãos, principalmente em Jerusalém. Essas perseguições tornaram-se mais intensas com a ascensão dos turcos e sua dominação de todo o Oriente Médio, provocando a dispersão dos clãs pelo Oriente Médio nas regiões próximas, como Síria Vale da Galiléia, Malula, aldeias vizinhas e montanhas do Líbano.

Essa dispersão se deu principalmente por perseguições religiosas e não por escaramuças pessoais. Há, porém, alguns que sustentam a história de uma mulher da família Duailibe que teria sofrido abuso por parte de militares turcos, cujos irmãos da referida moça teriam vingado a ofensa atacando e destroçando a referida patrulha, passando a ser procurados pelo governador turco da localidade, obrigando-os a fugir para as montanhas do Líbano. Acreditamos que se trata de mais uma lenda, pois os locais de migração dos clãs são todos os enclaves cristãos dando razão à hipótese de perseguições religiosas por grupos islâmicos amparadas pelos governadores otomanos e, por conseqüência, pelo império otomano.

3º Capítulo
Os Duailibes no Líbano.

Perseguidos por motivos religiosos ou por choques e escaramuças com grupo de muçulmanos, os Duailibes sentiram-se obrigados a migrar para as montanhas do Líbano de predominância cristã e para algumas aldeias das cercanias de maioria cristã, onde prosperaram adotando outras profissões, além de terem mudado de nome para Khury (cura ou padre), Sayeg (joalheiro), Skaff (sapateiro), Malully (habitantes de Malula), etc., tomando novos rumos e constituindo outras famílias.

E, segundo informações, são os Duailibes os fundadores da cidade de Zahle, no Líbano, por volta de 1.700 d.C. Durante sua dominação no Oriente Médio, o império otomano começou a adotar uma política de perseguição e segregação aos cristãos, baixando decretos e leis proibindo os cristãos de determinados privilégios, tais como:

• Direito à alfabetização
• Direito de ir e vir
• Abolição das garantias individuais

E impingiram aos cristãos libaneses e de outras localidades do Oriente Médio todo o tipo de perseguição e humilhação, visando ao extermínio daquela população, que se concretizou em 1810, quando um grande genocídio de cristãos de todo o Oriente Médio e cercanias aconteceu por ordem do sultão otomano.
Muitos Duailibes, juntos com outros cristãos, foram massacrados em quase sua totalidade. Daí a explicação de a família Duailibe ser reduzida, pois muito poucos sobreviveram ao massacre.

4º Capítulo
Os cinco patriarcas.

As informações que temos a respeito são incompletas e fragmentadas devido às desordens e perseguições da época.
O massacre aconteceu no primeiro meado do século XIX, quando cinco patriarcas cujos nomes eram Yussef, Murad, Habib, Girius e Fares, que de acordo com minhas informações eram irmãos unidos a outros cristãos libaneses, passaram a opor contra as resistências dos otomanos, isolando e protegendo o enclave do monte Líbano. Segundo informações, todos os Duailibes atuais são descendentes dos cinco patriarcas, que tiveram muitos filhos e estes filhos originaram os Duailibes atuais.

Os Duailibes possuíam um símbolo representado por um escudo circular de fundo azul-celeste e margem cor de ouro em forma de roda, cujos aros formavam uma cruz com um círculo em que as vigas se cruzavam, simbolizando a roda, o cristianismo e o céu. Um símbolo simples para pessoas idealistas, trabalhadoras e lutadoras que defendiam seus direitos, sua dignidade e sua fé.

Da geração de Yussef nasceu Abdalla Duailibe, que tomou em matrimônio Hadb Buzaher, cuja família, com o cultivo de rosas, fabricava a água de rosas do Líbano, famosa em todo o Oriente Médio, usada para curas de enfermidades.
Dessa união nasceram Ahmed Abdalla Duailibe, em 1875, de que tenho pouca notícia; Moisés Abdalla Duailibe, em 1877; Abraão Abdalla Duailibe-Ibrahim, em 1879; Nahile Abdalla Duailibe-Benedita, em 1881; Amim Abdalla Duailibe-Felipe, em 1883; e Khalil Abdalla Duailibe-Miguel, em 1885. Abdalla (pai) nasceu em 1845 e Yussef (avô) nasceu em 1815.

Nessa época havia no Líbano muitas revoltas contra o império otomano, principalmente no enclave cristão nas montanhas. É sabido que Abdalla Duailibe participou desses levantes junto com seus irmãos e cunhados, e um deles se destacou na ação contra os turcos, trata-se de Raschid Buzaher, que pela sua valentia era conhecido como Antar. Dessas lutas surgiram os fatores que determinaram a grande travessia para novas terras e novos horizontes pelos Duailibes.

5º Capítulo
A grande travessia.

Como já dissemos antes, as escaramuças, as perseguições e a busca de novas oportunidades foram as principais responsáveis pela migração em massa de libaneses para outros países no final do século XIX e início do século XX. Os Duailibes não fogem a essa regra. Muitos vieram em busca de novas oportunidades para enriquecer. Outros, porém, vieram fugidos, procurados pelos otomanos como foras-da-lei.
No ano de 1895, meu avô Moisés Abdalla Duailibe, então com 18 anos completados, passou a ser procurado na região de Zahle e cercanias por ter se envolvido em confronto com militares turcos otomanos, assim, fugiu com seu irmão Abraão para o norte da África, embarcando no Egito em um navio que se destinava à América do Sul, vindo parar no Maranhão, que na época era a porta da Amazônia. Ele havia recebido notícias de oportunidades em cartas de conterrâneos que já estavam no Maranhão desde 1893. Ao chegar ao Maranhão, ele deixou seu irmão Abraão, então com 16 anos, em um distrito denominado Anil, na ilha de São Luís, na casa de um patrício cujo nome era Neif Mathias, seguindo viagem para o sertão do Mato Grosso do Sul, instalando-se na cidade de Campo Grande, junto a parentes que lá já estavam.
Em 1899 soube que praticamente toda a sua família já estava no Maranhão, a saber: seus irmãos, sua mãe, já viúva, e seus primos Salim Nicolau Duailibe, Miguel Nicolau Duailibe, Luis Nicolau Duailibe e Rosa Nicolau Duailibe (então com 15 anos, que seria a sua futura esposa), todos filhos de Nicolau Girius Duailibe. Diante de tal notícia, ele regressou imediatamente ao Maranhão e lá chegando iniciou o trabalho de caixeiro-viajante junto com seus irmãos e primos, onde todos habitavam um sobrado colonial na Rua de Nazaré, em São Luís - MA. Uma curiosidade é que para efetuar a venda dos produtos e confecções colocavam as cédulas do dinheiro no espelho da mala e, quando o freguês pegava a mercadoria, eles apontavam a cédula correspondente ao valor da mesma, assim efetuavam a venda sem saber a língua portuguesa.

Em abril de 1905 foram publicados no jornal local o proclama do casamento entre Moisés Abdalla Duailibe, então com 28 anos, e Rosa Duailibe Warda, com 19 anos. Casaram-se e com as economias montaram um estabelecimento comercial na Praia Grande.

Em 1907 nasce o primeiro filho, Abdalla Moisés Duailibe; em 1909 nasce Hilda Moisés Duailibe; em 1911 nasce José Moisés Duailibe; em 1913 nasce Pedro Moisés Duailibe; e em 1915 nasce Aziz Moisés Duailibe, meu pai.

Em 1916 venderam seu estabelecimento comercial e aventuraram-se no interior do Maranhão, subindo a vapor o Rio Itapecuru, escolhendo a cidade de Codó para se estabelecerem. Lá tiveram mais 4 filhos: Olga Moisés Duailibe, em 1917; Luis Moisés Duailibe, em 1919; Eduardo Moisés Duailibe, em 1922; e Maria das Dores Moisés Duailibe, em 1924. Em 1925, ocorreu uma grande tragédia na família: morreu de mal súbito, aos 17 anos, em vias de completar 18 anos, o filho mais velho, Abdalla Moisés Duailibe. Em seguida, morreu também seu filho Pedro, com 14 anos, o que causou grande desespero na família, que vendeu seu estabelecimento comercial voltando para São Luís.

Em São Luís nasceram José de Ribamar Duailibe, em 1926, Antonia Moisés Duailibe, em 1927, e Tereza Moisés Duailibe, em 1929.

Em 1932, já recuperados da tragédia, resolveram voltar a Codó, onde permaneceram por 12 anos. Lá o Sr. Moisés conviveu com Nagib Jorge Duailibe Murad, sua sobrinha, filha de dona Benedita Duailibe e Jorge Duailibe (irmão de Nicolau Duailibe), casada com o Sr. Abdon Murad; conviveu também com Vitória Abraão Duailibe Salém, sua sobrinha, filha de Abraão Duailibe, casada com Nabi Salém. Abílio Duailibe, filho de José Habib Duailibe, seu primo Nagib Metran Buzar, filho de João Buzar, e outros libaneses lá se estabeleceram.

Em 1943 o Sr. Moisés regressou a São Luís com problema de saúde, vindo a falecer em 1º de janeiro de 1944 de moléstia do coração. Sua esposa Rosa Duailibe, minha avó, faleceu em 30 de dezembro de 1954, neta de Girus Francisco Duailibe e Warda Duailibe, filha de Nicolau Duailibe e Malek Duailibe, e irmã de Salim Nicolau Duailibe, Miguel Nicolau Duailibe, Luis Nicolau Duailibe, Sbaida Nicolau Duailibe, Adélia Nicolau Duailibe e Jamile Nicolau Duailibe.


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Relatos em áudio
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