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Ruínas de Baalbeck
Ruínas de Baalbeck
Localizado a 86 quilômetros de Beirute, o complexo dos templos de Baalbeck é um dos principais pontos turísticos do Líbano. Segundo alguns arqueólogos, antes dos romanos, gregos e fenícios, o local já havia sido habitado por civilizações da Era do Bronze. Entretanto, as construções mais marcantes são da Era Romana.

As ruínas, de proporções grandiosas, foram reconhecidas como patrimônio histórico mundial pela UNESCO e são visitadas e recebem anualmente mais de 100 mil turistas.

A origem do nome Baalbek tem várias interpretações. Pode ter vindo originalmente da palavra fenícia Baal, que significava "Senhor" ou "Deus". A palavra pode também significar "Deus do Vale do Bekaa", ou "Deus da Cidade". Nos períodos helenístico (323-64 a.C.) e romano (64 a.C. - 312 d.C.), o nome da cidade mudou para Heliópolis, a "Cidade do Sol". O deus Júpiter, do céu e do sol, transformou-se no principal deus do complexo nesta época. Júpiter foi provavelmente escolhido para substituir o antigo deus fenício Baal, que tinha muitas características similares às do deus grego Zeus.

O nome Heliópolis, pelo qual Baalbek foi conhecido durante o período Greco-Romano, vem da influência grega no local, que começou em 331 a.C.

A era de ouro da construção romana em Baalbek/Heliópolis começou em 15 a.C., quando Roma estabeleceu lá uma legião e deu início à construção do Templo de Júpiter. Durante os três séculos seguintes, enquanto se sucediam os imperadores em Roma, em Heliópolis foram feitas as maiores construções religiosas do Império Romano.
Baalbeck

Estes monumentos funcionaram como palácios e locais de adoração até que o cristianismo passou a ser a religião oficial do império romano, em 313 d.C. No final do século 04, o imperador Teodósio destruiu muitas construções e estátuas e construiu uma basílica com as pedras do Templo de Júpiter, acabando com a cidade romana de Heliópolis. O imperador fez com que a cidade de Baalbek se transformasse em um importante centro comercial, atraindo comerciantes e mercadores dos países do Mediterrâneo, do norte da Síria e do norte da Palestina, ajudando a consolidar o poder romano.

No ano de 634 d.C., exércitos muçulmanos dominaram Baalbek. Uma mesquita foi construída entre os muros do complexo, que foi transformado em uma cidade. Durante os séculos seguintes, Baalbek foi controlada por várias dinastias.

Baalbeck foi saqueada diversas vezes e sofreu grandes terremotos. No século 18, exploradores europeus começaram a visitar as ruínas e, em 1898, o imperador alemão Guilherme II foi responsável pela primeira restauração dos antigos templos. Foram executadas também escavações arqueológicas extensivas pelo governo francês, e mais tarde pelo Departamento Libanês de Antiguidades.

As ruínas de Baalbeck, situadas em um grande morro (com 1.150 metros de altitude), têm vista para as planícies e estão cercadas pela cidade de Baalbeck e por terras agrícolas.

Dentro do complexo há uma grande variedade de templos e estruturas cheias de colunas e esculturas caídas. As principais estruturas das ruínas são a Grande Corte, o Templo de Baal/Júpiter, o Templo de Baco e o templo circular que se acredita estar associado à deusa Vênus. O templo de Baco (o deus do vinho e da alegria) foi construído em meados do século 02 d.C. Ele é o templo romano em melhor estado de preservação. O templo tem 69 metros de comprimento e 36 metros de largura, sendo rodeado por 42 colunas com 19 metros de altura.

Os templos de Baalbeck são considerados os maiores e mais nobres templos construídos pelo Império Romano e, atualmente, os que se encontram mais conservados.

Vale do Bekaa
Vale do Bekaa
Entre as duas cadeias montanhosas, Monte Líbano e Anti-Líbano, localiza-se o Vale do Bekaa. Estendendo-se por 120 quilômetros ao longo das montanhas, o vale concentra quase metade das terras cultiváveis do Líbano. Nas margens dos rios Orontes e Litani cultivam-se trigo, milho, algodão, batata, vegetais e as uvas, que proporcionam belos vinhos.

Os pomares produzem maçãs, pêssegos, morangos, tâmaras e romãs. Essa variedade de alimentos torna o vale do Bekaa – e sua capital, Zahle, o principal destino gastronômico do Líbano. Além da produção de vinhos, famosa na região, os turistas aproveitam os restaurantes em céu aberto para o consumo do Arak – bebida libanesa produzida a base de anis, que tem em Zahle o seu maior centro de consumo.

Trípoli
Chateau St. Gilles, Trípoli

Trípoli é a segunda maior cidade do Líbano e sobreviveu melhor às guerras do que a capital, Beirute.

Quase 200 monumentos da antiga cidade mameluca ainda estão de pé, a maioria do século 14. São mesquitas, escolas teológicas, banhos e mercados delimitando as ruas estreitas da cidade litorânea.

Do topo da cidade, a Fortaleza de Saint-Gilles, construída no século XI, vigia solene o centro árabe medieval
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